Dependência Química

Dependência Química


Muitos não entendem por que algumas pessoas tornam-se dependentes químicos ou como as drogas agem no cérebro para promover o abuso compulsivo de drogas.

Erroneamente, muitas dessas pessoas enxergam o abuso de drogas como um problema estritamente social, além de julgarem os dependentes químicos como moralmente “fracos”.

Uma crença muito comum é que o usuário de droga deve ser capaz de, simplesmente, parar de consumir drogas e que ele apenas não está disposto a mudar seu comportamento.

O que muitas vezes as pessoas subestimam é a complexidade da dependência de drogas.


A dependência química é uma doença crônica que afeta o cérebro e, por isso, interromper o abuso de drogas não é simplesmente uma questão de força de vontade.

A dependência química muitas vezes torna o dependente químico reincidente pela busca compulsiva das drogas, mesmo que ele conheça as consequências do abuso tanto para ele como para as pessoas que o rodeiam.

Embora a decisão inicial de consumir alguma droga seja voluntária para a maioria das pessoas, ao longo do tempo as mudanças no cérebro causadas pelo uso repetitivo passam a afetar o autocontrole e a capacidade de tomar decisões, dificultando a sua capacidade de resistir aos impulsos intensos para seu consumo podendo tornar o usuário em um dependente químico,

É devido a essas mudanças no cérebro que é tão difícil para um dependente químico deixar de consumir as drogas.


Como acontece com outras doenças crônicas, não é incomum a recaída de um dependente químico. No entanto, esta recaída não indica que o tratamento não seja bom, mas sim que o tratamento deve ser reintegrado ou ajustado, ou que uma alternativa do tratamento seja necessária para ajudar o dependente químico a recuperar o controle de sua vida.

Através dos avanços científicos, agora podemos entender com mais clareza como exatamente as drogas funcionam no cérebro do dependente químico, e também sabemos que a dependência química pode ser tratada com sucesso ajudando as pessoas a deixarem o vício e retomar uma vida produtiva.


Tratamento Dependência Química

Antes de mais nada, é importante dizer que, para um bom resultado, é preciso confiar no tratamento da dependência química e nos cuidados médicos que o dependente químico passará a receber.

A confiança no tratamento para a dependência química e a segurança dos familiares serão de extrema importância para este resultado. Para isso, salientamos que a Clínica Maxwell trata a dependência química há mais de 40 anos e este trabalho é feito de forma humanitária com foco na recuperação dependente químico, buscando entender a fundo as causas que contribuíram para o problema.


O foco é ajudar o dependente a enfrentar o problema pensando em seu amadurecimento e devolvê-lo a sua dignidade com reeducação e ressocialização.

A internação na Clínica Maxwell e a abstinência absoluta da droga oferece ao dependente químico e sua família dois benefícios imediatos:

  • A sobrevida do paciente por interromper a deterioração do corpo;

  • Momentos de paz à família por saber o paradeiro de seu ente amado, além de até poder estar com ele durante o tratamento, isso é uma forma de mostrar a transparência do trabalho, onde o familiar acompanha diretamente.


Diante desse panorama, prosseguimos com a internação para a reabilitação da dependência química seguindo os procedimentos:

  • Procuramos esclarecer inicialmente, no que chamamos de Reunião dos Novos, a dinâmica do tratamento e do procedimento psicoterapêutico a que o paciente será submetido.

  • Após esclarecimentos, o paciente será encaminhado a um dos Grupos Operativos e durante o período em que convivermos juntos, propiciaremos um “viver aprendendo”, buscando o amadurecimento emocional através de um conjunto de atividades como forma terapêutica.

Nos preocupamos para que as atividades não se tornem apenas mera ocupação de tempo, mas sim aprendizados em todo o seu sentido.


Família

O trabalho com a família é considerado de importância vital para o a evolução do tratamento para a dependência química. É preciso ter ciência de que um dos fatores que pode levar à doença é a desestrutura familiar.

Em nossa estrutura terapêutica, oferecemos a oportunidade aos familiares de participarem ativamente no tratamento da pessoa querida, podendo inclusive ficar em conjunto com o paciente na clínica durante todo o período de internação.


Lidando com a dependência química

Separamos algumas sugestões de atitudes que devem ser evitadas ao lidar com a dependência química:

  1. Punir ou ameaçar o dependente que acabou de abrir o diálogo por admitir sua dependência e a busca pela droga;

  2. Oferecer dinheiro ao dependente como compensação pela recusa da droga. Ou pior, trazer droga ao dependente para oferecê-lo bem-estar;

  3. Fazer chantagens emocionais que só servirão para potencializar a culpa e a compulsão por mais drogas;

  4. Encobrir ou dar desculpas para o usuário drogas para protegê-lo das consequências negativas do seu comportamento;

  5. Assumir as responsabilidades e obrigações do dependente;

  6. Ocultar ou descartar as drogas encontradas;

  7. Discutir e brigar com o dependente sob o efeito da droga;

  8. Tomar medicamentos com o usuário de drogas;

  9. Sentir-se culpado ou responsável pelo comportamento do dependente.


Drogas

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), droga é toda e qualquer substância, natural ou sintética, que introduzida ao organismo modifica suas funções.

As drogas são um dos maiores problemas atuais da sociedade, principalmente devido à disposição do dependente químico de fazer basicamente qualquer coisa para obter a droga, pois o uso da droga ilícita causa um aumento nos níveis de dopamina no cérebro, que desencadeiam sentimentos de prazer.

Diversos motivos podem levar uma pessoa a usar drogas. Alguns dão o primeiro passo apenas pela curiosidade, em busca de diversão, porque os amigos apresentaram. Outros por esforço para melhorar o desempenho atlético ou escolar ou para aliviar estresse, ansiedade ou depressão.

O uso casual não progride automaticamente ao vício de drogas, mas não há critérios mensuráveis para definir que o abuso passa a ser problemático. Este processo é pessoal e único, depende muito de cada um.

O abuso de drogas e a dependência química tem menor relação com a quantidade ou frequência de consumo e maior relação com o impacto deste abuso na saúde, na família, nos relacionamentos, no trabalho e nos estudos. Se o abuso das drogas causar problemas recorrentes na vida da pessoa, ela está passando à condição de dependente químico.


Por que alguns usuários de drogas de tornam-se dependentes químicos?

Tal como acontece com muitas condições e doenças, a vulnerabilidade à dependência varia de pessoa a pessoa. Seus genes, ambiente de saúde, familiar e mental, todos desempenham um papel importante na causa do vício da droga.

É muito importante que a qualquer sinal do uso de drogas, familiares e amigos fiquem muito atentos e procurem ajuda o mais breve possível. Pois quanto mais se prolonga a busca por ajuda, mais complicado poderá se tornar o tratamento da dependência química, pois o para o usuário a falta da droga se tornará cada vez mais difícil.

Clique aqui para conhecer os sinais mais comuns que indicam gravidade no abuso de drogas


Veja 4 mitos sobre o abuso de drogas e toxicodependência:

  1. ‘Vencer o vício é uma simples questão de força de vontade. A pessoa pode parar de usar drogas se realmente quiser’ A exposição contínua à droga altera o funcionamento do cérebro e a personalidade de modo a objetivar o uso permanente da droga como modo de sobrevivência.

  2. ‘Dependentes precisam chegar ao fundo do poço para possam melhorar’ A reabilitação deve ser iniciada o mais breve possível. Quanto mais antigo for o caso de abuso da droga, mais difícil será interromper o processo de desintoxicação e identificar os gatilhos emocionais que levam o dependente a buscar a droga. Não espere.

  3. ‘Não se pode forçar um tratamento. A pessoa tem que querer’ O tratamento não precisa ser voluntário para ser bem-sucedido. De fato, o índice de sucesso em internações involuntárias é notoriamente maior que em voluntárias. Isso se deve ao baixo comprometimento ao tratamento normalmente empreendido por pessoas que o buscam voluntariamente. Vale lembrar que o cérebro altera seu funcionamento para tornar a droga indispensável à sobrevivência do organismo dependente. Sendo assim, voluntários se tornam mais resistentes e inflexíveis aos esforços da equipe técnica em envolvê-lo e comprometê-lo ao tratamento.

  4. ‘O tratamento não deu certo antes, então não há nenhum motivo para tentar novamente’ Recuperação da dependência de drogas é um processo longo, que muitas vezes envolve dar passos atrás para ir adiante. Recaídas não significam fracassos absolutos. O corpo é reabilitado após 6 meses de abstinência, tratamento medicamentoso, alimentação equilibrada e regularidade nos exercícios físicos. No entanto, encontrar e tratar os gatilhos emocionais que levam o dependente a buscar novamente a droga é um processo complexo, lento, sutil e cuidadoso.

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Os relatórios de administração de Saúde Mental e abuso de substâncias mostram que mais de 2 milhões de adolescentes com mais de 12 anos procuraram algum tipo de tratamento para recuperação do consumo de drogas. A coisa mais importante é lembrar que não importa quão sem esperança a situação possa parecer, nunca é tarde demais para mudar as coisas. É preciso encontrar o programa de tratamento adequado para resolver a situação.


Orientações e práticas de procedimento

Passo 1 – Indicamos à pessoa necessitada e sua família buscar ajuda médica para exames toxicológicos e clínicos para avaliação.

Passo 2 – Nesta consulta será definido o diagnóstico e condutas a serem tomadas.

Passo 3 – Em caso de internação é de total importância que a pessoa juntamente com sua família conheça pessoalmente o local e profissionais envolvidos no processo terapêutico.

Passo 4 – Acompanhamento direto da família no desenvolvimento do tratamento.


Lembramos que a dependência química é uma doença crônica e não tem cura. O controle é possível por meio de tratamento que objetiva reestruturar a vida do assistido.